sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A dança dos irlandeses: A Irish cider da alegria


  






Quando a pista de dança lotou, eu os vi. Totalmente sem sincronia, não encontravam as batidas da música. A melodia era, para eles, somente um elemento, não fazia parte de seus corpos. Achei muito engraçado e compreendi. A felicidade deles era tão grande que me contagiou. Eles riam e dançavam sem saber dançar e, mesmo sem sabendo, formavam sua própria dança. Isso vale muito mais que o ritmo arredondado do carnaval brasileiro, pelo menos para mim que não sei sambar! E meu coração ainda pulsa no ritmo daquele arrítmico dia.






  Naquele dia fomos ao pub tomar uma pint e uma cider, a deliciosa cider da alegria em versão strawberry lime. Era um pub que eles chamavam de gay, mas para mim, era tudo a mesma coisa: amor não deveria ter sexo.  

  Muitos ruivos e loiros tomando cerveja. Havia um segurança indiano com sotaque completamente britânico. Tão britânico que meus olhos se apaixonaram por aquela língua quando conversamos. Seus olhos me seguiram a noite inteira. 
  
  A pista de dança abriu. Música eletrônica e balada corriam na pista. Eles não tinham vergonha. A pista estava vazia. Nós, brasileiros, estávamos imóveis quando uma irlandesa sem vergonha levantou e foi dançar sozinha na pista. Ela era como Natasha, do Capital Inicial, e pneus de carro cantavam...







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Resultado de imagem para irlandeses dançando na balada

Carol Bianco

Cheers!

domingo, 17 de julho de 2016

5 Dicas para aprender inglês no intercâmbio

Olá pessoal, tudo bem? Neste vídeo, estou contando para vocês 5 dicas para aprender inglês no intercâmbio, pois muitos brasileiros vão estudar no exterior, e voltam sem aprender a língua. Estou contando, então, um pouco da minha experiência e o que me ajudou aprender inglês. Espero que gostem. Se inscrevam no meu canal. Beijos

domingo, 10 de julho de 2016

Por que os brasileiros caem tanto nas ruas de Coimbra?

 
Precisava ir até a faculdade, Universidade de Coimbra, 725 anos de comemoração. Eu morava na Praça de República, um dos lugares mais famosos, antigos e típicos da cidade. Ao regressar do meu encontro com o orientador, só senti minha bolsa rolando no chão, como se fosse dia de futebol. O mundo de repente ficou de cabeça para baixo. Na praça, haviam senhores sentados, portugueses se distraindo, e o que mais me espantou: ninguém riu de mim. Essas diferenças culturais ainda nos matam. Não riram da minha espalhafatosa queda na praça, mas também não me socorreram. Fiquei duas semanas sem conseguir andar normalmente.



  Domingo é dia de ir ao Parque Verde ver os patos. Eu nunca tinha visto um pato de perto. São lindos. Perto do urso gigante, atração turística, despenquei da escada. Tudo é tão irregular nessa cidade! Nem uma criancinha riu, nenhuma delas, foi como se eu nem existisse. E olha que o barulho foi grande, já que a escada era de madeira. 



  Coimbra mantém a calçada histórica. É toda irregular. Muitos brasileiros caem, meus amigos que o digam. Mas mesmo com tudo isso, era lá que eu gostaria de estar. Quem sabe em breve.

Cheers


Carol Bianco

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sábado, 2 de julho de 2016

Por que fazer intercâmbio na Irlanda?

Olá pessoal. Neste vídeo estou contando um pouco sobre a minha experiência no intercâmbio na Irlanda, em Dublin. Se você está pensando em ir, assista o vídeo. Obrigada. Beijos


domingo, 29 de maio de 2016

Second childhood in Phoenix Park: bike, Ray-Ban and picnic (Ireland). English Version


- Last time I rode a bike I was 17, it has been 12 years, do you think I can do it?
- Our brain has memory, we don’t forget anything ever. Let’s do it. In that sunny afternoon, European sun, we decided to go to Phoenix Park. According to what Brazilians told me, this is the biggest park from Europe and it was close to home.
  I was crazy to go ride a bike. I used to watch on the movies some couples walking together around the city, crossing the green of these lands so alive, and I would like to try it. The cold weather was freezing even my fair, but I was decided, then I went. I wore a salmon-pink color silk scarf with little flowers stamped on it, a black coat that I bought in a Chinese store.
  My Ray-Ban glasses couldn’t be left behind, everything was so magic that I felt as Cinderella changed to leprechaun version. We rented the bikes for 10 euros per hour. That’s expensive! In the downtown it’s cheaper, I don’t care, I just want to be here. I remained with my Aviator and I went.



  I cannot get out from the floor, I’m scared of falling. Don’t stop, go ahead. My right leg trembled, essaying a falling. Bit by bit, I got strength and remembered of motocycle classes that I had (I had license to drive it but I didn’t practice it). And I was moving up… I started to scream my colegue’s name who was in front of me, mixing to my happiness lots of laughs, I missed the breath. I saw her shaking in that mechanism and I laughed, but I was going as someone who had pedal experience.





I didn’t wanna stop going. I pedaled and, involved in all that effort, I didn’t sweat, the cold weather dried all my body tears. Finally, we stopped in the middle of green and I tried to had a picnic. The loaf of bread has never been so healthy. I lay in the joy of green tones and thanked God for being there. The new Cinderella arrived. I was waiting, in that moment, my favorite leprechaun.

Cheers!

Carol Bianco

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Segunda infância no Phoenix Park: bicicleta, Ray-Ban e piquenique (Irlanda)


- Última vez que andei de bicicleta, eu tinha dezessete anos, faz doze anos já, você acha que vou conseguir? 
- Nosso cérebro tem memória, não esquecemos nunca. Let's do it.
  Naquela tarde de sol, sol europeu, decidimos ir ao Phoenix Park. Segundo os brasileiros disseram, esse é o maior parque da Europa e era próximo de casa. Estava louca para andar de bicicleta. Via nos filmes aqueles casais passeando juntos, entrecortando o verde dessas terras tão vivas, e eu gostaria muito de tentar. O frio congelava até meus cabelos mas, decidida, resolvi ir. Coloquei um lenço de seda cor de salmão com pequenas flores estampadas, um casaco preto que comprei nessas lojas de chinês. 
  O Ray-Ban não podia faltar, era tudo tão mágico que eu me sentia como a Cinderela em versão leprechaun. Alugamos as bikes por 10 euros a hora. Que caro! No centro da cidade é muito mais barato, Eu não me importo, só quero estar aqui. Permaneci com meu Aviator e fui. 





  Não consigo sair do chão, que medo de cair. Não pare, siga em frente. Minha perna direita tremeu, ensaiou uma queda. Aos poucos, tomei força e lembrei das aulas de motocicleta que tive (tinha habilitação mas não praticava). E assim fui subindo... Comecei a gritar o nome de minha colega que estava lá na frente, misturando à felicidade muitas risadas, e sempre perdia o ar. Eu a via trêmula naquele mecanismo e ria, mas eu deslanchava como alguém que tinha experiência em pedalar. 




Não queria parar. Pedalava e, envolvida naquele esforço todo, não suava, o frio secava todas as lágrimas do meu corpo. Por fim, paramos no meio do verde e tentamos um piquenique, nunca o pão de forma esteve tão saudável. Deitei no regozijo dos tons de verdes e agradeci a Deus por estar ali. A nova Cinderela chegou. Aguardava, agora, meu leprechaun favorito.

Cheers.

Carol Bianco

terça-feira, 17 de maio de 2016

Brazil versus Portugal: Europeans are really more honest? (English version)


I needed to rent a room in a place where there wasn’t noise. The studies were strong, I needed silence and peace to keep reaserch  Such an ignorance to think that everything could be flowers even close to spring and the world was similar to that rainbow so loved by me.

I searched a dreamed dwelling house for two months before the trip. I asked people, groups, friends of friends, communities, but I didn’t feel confident about renting anything by internet.


- Fulana, where will we live? Have you already talked to a landlord?
- I haven’t, Beltrana, it’s very hard.


I found, in a community, some pictures of a very beautiful studio. The decoration had tones of purple and red and it looked like so modern, breaking into old city historicisms. I booked a visit. The condition for living there was always the same… There’s noise on this street? I walked around, I saw the houses, the people, the market. There wasn’t anything stamped there. It looked like a desert place only with houses and one or other restaurant. It was perfect.


  The real state agent told me the same thing, there wasn’t noise over there, it was perfect to study. The landlord, owner’s proprietary, confirmed this information in person, the calm of the environment, saying to trust in his word from Portuguese person. In this moment, I saw how Brazilians had bad fame in these places. We are known for tricking people, having a “little way” in everything, at least this was the reception that I had. Europeans look like, lots of time, sainted if you compare with us. I’ve always thought it, and I gave myself.


 The deposit was expensive, more the rent, almost 1.000,00 euros for being in that room. That’s horror. I moved there so excited. In this first day, on Tuesday, I couldn’t sleep. The street was made of night clubs disguised. Anything had board or banner, the night clubs were similar to houses, and people were under my window screaming, drunk until breaking dawn. I was living in Praça da República from beauty Coimbra. Four days awake. I had to move to another studio more expensive which belonged to the same owner.

How about your word, baby?

I think it is stuck on huge literature from this place.



Cheers!

Carol Bianco

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Brasil X Portugal: os europeus são mesmo mais honestos?

  Eu precisava alugar um quarto num lugar que não tivesse barulho. Os estudos eram fortes, eu precisava de silêncio e paz para conseguir prosseguir com a pesquisa. Ignorância achar que tudo eram flores, mesmo perto da primavera, e que o mundo era parecido com aquele arco-íris tão amado por mim. 


  Pesquisei a sonhada moradia por dois meses, antes da viagem. Perguntei para pessoas, grupos, amigos de amigos, comunidades, mas não senti confiança em arrendar nada via internet. 

- Fulana, onde vamos morar? Você já conversou com algum senhorio?
- Não, beltrana, está difícil.
- Precisamos de um lugar calmo para continuarmos com a pesquisa.

  Encontrei, numa comunidade, fotos de um estúdio muito bonito. A decoração era em tons de roxo e vermelho e parecia tão moderna, invadindo os historicismos daquela linda cidade pretérita. Marquei uma visita. A condição para eu ficar lá era sempre a mesma... há barulho nesta rua? Andei ao derredor, vi bem as casas, as pessoas, o comércio. Não havia nada estampado ali. Parecia um lugar deserto só com casas e um ou outro restaurante. Era perfeito. 


  A agente me disse a mesma coisa, não havia barulho, era perfeito para estudar. O senhorio, dono do imóvel, confirmou pessoalmente comigo, a calma do ambiente, dizendo para confiar em sua palavra de português. Agora via como os brasileiros tinham má fama nesses lugares. Somos conhecidos por enganarmos pessoas, dando um jeitinho em tudo, pelo menos era essa a recepção que eu tive. Europeus parecem, muitas vezes, canonizados perto de nós. Eu sempre achei isso, e me entreguei.


  O caução foi caro, mais o aluguel, quase mil euros para estar ali naquele quarto. Um horror. Fiz a mudança contente. Já no primeiro dia, numa terça-feira, eu não dormi. A rua era toda composta por night clubs disfarçadas. Nada tinha placa ou banner, eram como casas, e as pessoas ficavam embaixo da minha janela gritando, bêbadas, até o amanhecer. Eu estava morando na Praça da República da linda Coimbra. 
Quatro dias sem dormir. Tive que mudar para um estúdio mais caro, do mesmo dono. 

E sua palavra, baby?
Acho que ficou presa na imensa literatura do lugar.


Cheers!

Carol Bianco

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Quando o CHEERS se desapega da pint



ENGLISH AT A MOMENTS                                          

Nossa festinha tinha começado bem agora, mas sem agitação. Por uma receita, meu "roommate" ligou para o Brasil e conversou com a mãe - estávamos desejosos por bolo de banana. Na geladeira apertada, poucas latas daquele líquido noturno tão apreciado pela Ilha da Esmeralda. Meu amigo abriu uma lata e distribui o líquido sedendo em copos. Era a primeira vez que eu ia experimentar a Guinness.



  Outro dia na escola, a diretora, enquanto conversava comigo, perguntava qual era meu campo de pesquisa. Eu disse "fantastic literature", mas ela insistiu em dizer que era "fantasy", tudo bem, temos espaços para todos os trocadilhos. Finalmente e após me intimidar ao dizer que me apresentaria para os outros professores, a conversa pareceu morrer quando ela disse "bye, Carol. Cheers!".
Respondi, tácita, "thanks", mas não sabia se aquilo era educado ou não. "Cheers" não é coisa de cerveja? Next day, em uma loja, ouvi o mesmo de algum funcionário. Entendi, por isso, que era uma forma de se despedir.

  A palavra "cheers", cuja pronúncia é "tchiãrs", é muita usada na Irlanda para celebrar a bebida. É o que chamamos de "tim tim" ou de"saúde". Houve, em algum momento, uma desapropriação de seu uso que aderiu o significado, também, de despedida, quando acontecia de se dizer "cheers" no final das conversas.

Beber para celebrar e viver para se alegrar, não o contrário.

Cheers!

Carol Bianco


Lago preto da Guinness, Ireland



quinta-feira, 12 de maio de 2016

Do lixo ao luxo em Dublin: a famosa rua das grifes

 10... 20... 30... cents. É o que temos para comprar o pão. Não me importo, eu só quero estar aqui. O que teremos para janta? pão de forma novamente? 0,69 cents, e é maravilhoso. 
  Após sair do Tesco encontro amigos na rua, mas cada um toma seu próprio destino. Novamente, esqueci de levar a sacola de plástico ao supermercado, já que aqui os supermercados não dão. Carrego, então, tudo na minha bolsa azul e amarela da Kipling que me presenteei. Por 64,00 euros e após quinze anos desejando ter, o mini king kong gringo anda comigo por essas ruas. E é por causa disso que continuarei comendo pão de forma de 0,69 cents. Sorrio passando entre um arco-íris. Eu fiz minhas escolhas.


Perdida no centro de Dublin, pergunto a alguém onde o parque ficava. Ouço: "straight-up". Mas é virando à direita que me encontro. Suspiro. Lembro daquele filme com a Maryl Streep. Contemplo, de graça, umas das ruas mais caras do centro de Dublin, a Grafton Street. Lá estão a Louis Vuitton, a Channel, entre outras. Paro de fotografar. Vão me achar estranha.




  Não e novidade dizer que a Grafton Street é a rua mais cara de Dublin, segundo apontam o comércio e os youtubers (não resisti rs). É incrível a quantidade de lojas dessa região, além disso, é um ponto turístico central da cidade. Enquanto no Brasil os preços dos produtos estão disponíveis na vitrine, na terra dos leprechauns é diferente. Não conseguimos visualizar os valores, é necessário entrar e se deleitar com as tentações salgadas, caso contrário, não é possível saber o preço.

  Fiz muitas economias para chegar até Dublin e me manter. Assim como todos, ou a maioria, tive que fazer escolhas. Tinha prazer em comer pão de 0,69 cents, mesmo não aguentando mais, tomar água da torneira (o que é normal para eles), e me arriscar naqueles noodles estranhos de 0,30 (detestei). Dessa forma, pude poupar e aproveitar as oportunidades do momento. Quando eu era adolescente, era modismo ter uma bolsa da Kipling e carregar aquele macaco pendurado por onde se ia. Nunca consegui. Uma bolsa custava três vezes o que minha família podia pagar. Mas os arco-íris são mágicos. 
  Naquelas lojas todas, os valores são muito inferiores aos do Brasil. A tão esperada macacada saiu por 64 euros com desconto fornecido pela loja e também pela minha condição de gringa (mostrei o passaporte e ganhei mais).


 Carol Bianco não veste Prada, mas veste Penny's, e o verdadeiro luxo estava quando eu deitava naquela grama tão verde, contemplando aquilo que Deus fez.


Cheers!

Carol Bianco

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Angústia pelo desejo de viajar: o que fazer?

  Todos dormem à meia noite. Saio nas ruas e vejo somente os postes acessos. Há um cachorro latindo do outro lado, ou seria meu coração disparado? Volto para casa e, na minha mente, uma ideia fixa. Tento dormir, mas nada resolve. Televisão, nem a do cinema, eu quero mesmo aquelas pequeninas telas para ver os filmes do avião. Esperei tanto por isso. Outro idioma, outra cultura, pessoas diferentes, perspectivas novas: meu futuro.
  A cobrança que fazemos a nós mesmos por conta das coisas que queremos desesperadamente criam muita angústia. Quando não percebemos, nosso corpo é tomado por fatores físicos que, motivados pelo estado psicológico, aparecem, e uma nuvem de confusão é transformada em pensamentos. Coração disparado, insônia, medo, pensamentos negativos, entre outros fatores, são conflitos gerados por toda essa ansiedade. A gana e o amor de se fazer aquilo tão sonhado é chamado de juventude, mas também se não for controlado, pode acabar em doença.
  Quatro meses antes da viagem era o tempo restante que eu tinha para organizar todas as coisas. Juntar dinheiro, ver acomodação, organizar a mala, os documentos do visto, a burocracia toda... ahhh, eu estava sufocada e nem conseguia dormir. Passei, praticamente, dois dias acordada antes de pegar o voo, nem o famoso "dramin" me derrubou. Que confusão!
  Tem que haver uma calma interna. Algo que seja mais forte e que predomine essa explosão de sentimentos. Deve-se pensar que, dali 24 horas, tudo estará resolvido. Você vai por os pés no país em que tanto sonhou e todas as angústias daquele momento servirão como tropeço, então é melhor se acalmar. Pés no chão e nada de voar acordado, somente cochilando dentro do avião.


Boa viagem a todos.
Cheers!

Carol Bianco

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Como é fazer intercâmbio depois dos 30 anos?

Hey folks, what's up? 

Hoje eu gostaria de falar sobre a vida de intercambista depois dos 30 anos.
Sei que a sociedade agrega, a essa faixa etária, estabilidade de vida, como um bom emprego, uma carreira engrenada, uma casa, um carro, um relacionamento sério, dentre outras coisas, mas isso não precisa ser um padrão morando em nosso país natal. Devemos encarar as situações da vida como aprendizados e troca de experiências, e não devemos nos limitar aos modelos fabricados pelo nosso tempo atual.

  Em Dublin, conheci várias pessoas com 30 anos ou mais. Acredito que a média dos estudantes brasileiros que vão para lá está entre os final dos 20 anos e até mais (conheci um rapaz com mais de 50 anos que estava nessa se aventurando. Isso não significa que não existe estabilidade de vida. As pessoas trabalham e desenvolvem a carreira, ou trocam de profissão, se relacionam, têm suas próprias coisas. Tudo depende de como você vê a vida estável. Não se pode confundir ida no Brasil com estabilidade, não é mesmo? As pessoas estão apostando em novas experiências para o acréscimo da vida. Não é vergonha nenhuma nem algo "errado"  programar a viagem na idade em que estamos. Quando sonhamos, as coisas acontecem naturalmente. Só quem saiu do país e se apaixonou entende o que é a gana de continuar vivendo lá.

  Uma moça comentou, no blog, que está sofrendo preconceito em relação ao intercâmbio, pois ela tem 37 anos e as pessoas estão criticando. Isso é uma tremendo falta de noção da vida. Só joga as pedras quem desconhece o que é viver assim, e o quanto de acréscimos que ganhamos na vida. 
A melhor idade para o intercâmbio começa aos 30 anos, quando já temos maturidade para discernir as coisas e autonomia para enfrentarmos as adversidades. Aos 30, a vida faz mais sentido e os sentimentos mudam para melhor, valorizamos outras coisas. Nossa vida não é mais a balada ou as festas. Temos necessidade de crescer mais e desenvolver. A parcimônia encontra espaço no nosso dia-a-dia...


Tudo que eu quero é viajar.
Não deixe seus sonhos serem apagados por ninguém. Imprima a bandeira do país e olhe para ela todos os dias, como quem rega uma sementinha até dar o fruto.

Deixo um texto que eu amei, do jornalista Daniel Bovolento, chamado "A pressão de conseguir tudo aos 20 e poucos anos".

http://www.casalsemvergonha.com.br/2016/05/10/a-pressao-de-conseguir-tudo-aos-20-e-poucos-anos/

Cheers!

sexta-feira, 11 de março de 2016

Depressão pós intercâmbio

Hey folks, como vocês estão? Hoje quero falar para vocês sobre algo que ainda é dolorido em mim e que eu descobri existência na psicologia, e é a depressão pós intercâmbio. Os sintomas são os mesmos entre aqueles que viveram no exterior e que se apaixonaram, de alguma maneira, pelo país em que estavam.
Sei que alguns vão dizer que não devíamos comparar nada com o Brasil, mas as comparações são inevitáveis, tanto para a parte boa tanto quanto para a parte ruim. 


Vai fazer 3 meses que deixei a Europa e já sai de lá chorando, num profundo estado emocional abalado. Quando cheguei aqui no interior de São Paulo o primeiro choque foi o clima. Eu tinha saído do início de inverno e vim para o ápice do calor. Meu corpo não se adaptou. Tive fortes crises de desidratação. Durante uma semana vomitava, dor na barriga, caia a pressão toda hora. Tive que comprar um ar condicionado, mas mesmo assim não dava pra dormir. No final de 2 semanas o corpo foi se adaptando mais. Mas a realidade é que não há organismo que se adapte ao calor dessas cidades.. ao calor e a seca. Horrível. Ainda choro muito pela vida que deixei e a realidade parece misturada com o que deixei pra trás. Há uma recusa em mim em aceitar isso tudo de novo, pois eu amei aquilo e só queria estar lá. Foi alma gêmea.

O que temos que fazer é tentar aceitar a realidade do lugar em que estamos, ainda que doa. E se o amor foi tão grande pelo outro país, tentar voltar. Várias pessoas aconselham ficar relembrando e ficar vendo fotos, mas para mim não funciona, pois começo a chorar kkk.
Temos que ter alguma outra meta. Viajar, trabalhar, estudar. Programação, acho que é a palavra ideal.
 Se alguém passou ou passa por isso, por favor, deixe nos comentário. Beijo a todos.




terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Diário de viagem #2: mala extraviada em Madrid. Chegada em Coimbra

   

  Olá queridos, como vão indo? Vou continuar contando meu causo rsrs... Depois de finalmente ter conseguido chegar ao Porto, o que eu mais temia, aconteceu: a mala foi extraviada em Madrid! Percebi que minha mala roxa era a única que não chegava na esteira, entrei em pânico. A temperatura estava entre 3 e 4 graus, e aquela era a primeira vez que eu sentia frio na minha vida. Eu não tinha conseguido comprar roupas de frio para levar, pois aqui no interior é difícil de encontrar, só tem verão e estiagem. O que eu tinha de roupa estava na mala, mas eu nem sabia quando eu a pegaria de volta.

  Me dirigi até a parte de reclamação de extravio de malas. Eu tremia de frio, estava completamente cansada físico e psicologicamente. Quando sentei e fiz a reclamação para o português que trabalhava lá, eu não entendia o que ele falava, não entendi o sotaque. Enfim... Fui embora para Coimbra de mãos abanando, literalmente. Quando sai do aeroporto, na mesma hora tive dor de garganta bem forte e comecei a ficar rouca... o vento gelado cortava a garganta. 

  Peguei o trem e consegui chegar em Coimbra. Meu orientador me apanhou na estação e me deixou no hostel que eu havia pago por 4 dias. Esse hostel era um antigo convento, super enorme, e alugava quartos individualmente. Tinha bastante cobertores e aquecedor, então deu para aguentar. Eu fiz amizade com o pessoal de uma igreja evangélica, ainda no Brasil, pelo facebook, e umas das moças morava nesse hostel que, além de alugar quartos, era acomodação estudantil. A menina me esperou e, ufaaa... me recepcionou muito bem. Me levou a um shopping próximo para comprar alguma roupa, pois eu estava descalça e sem opções naquele lugar congelante. É difícil arrumar uma flip flop havaiana. E pagaria quase 200 reais por um? Tinha uma galera brasileira que morava na acomodação. Todos me receberam muitíssimo bem. Me convidaram para jantar, ligaram para o seguro para mim, me fizeram companhia... Cheguei de manhã em Coimbra, a mala apareceu meia noite. 






  
  Passado os 4 dias, consegui alugar um estúdio da Praça da República. Eu não conhecia o lugar e, durante o dia, tudo era calmo e tranquilo. À noite, as festas da universidade começavam. Portugal é assim. Você olha tudo ao redor e pensa que só tem casas, mas as baladas e tudo mais estão dentro dessas casas. Não há placas, nem indicações. Desse jeito, não deu para saber que eu não conseguiria dormir nem uma semana ali... As festas eram em frente a minha janela. Que situação!


  Coimbra é tão histórico e tão lindo que as coisas ruins são abafadas pela felicidade de estar ali. A literatura, naquele momento, fez todo sentido para mim... foi totalmente personificada, incorporada.. foi incrível. Fiz amizades e nos divertimos muito. Apesar de não encontrar muitas opções para fazer, já que a cidade tem em torno de 100 mil habitantes, se reunir com os amigos matava o tempo e preenchia a distância... e isso é maravilhoso. Confesso que não morri de amores por Portugal. Os portugueses são pessoas extremamente da paz, eu nunca tinha visto isso. Chegam a dormir com a porta do carro aberta, não sobem nem o vidro. Os caixas eletrônicos são no meio da rua e sem proteção, não faz medo, não faz perigo. Gente de bem.. Mas são um tanto frios, comparados aos brasileiros, e muitas vezes fui discriminada no supermercado pelas senhorinhas portuguesas que ouviam meu sotaque brasileiro. Tratavam mal, às vezes empurravam.. um horror. Mas no geral, tudo ocorreu bem. Se eu voltaria para Portugal? Hum.. para passear... Acho Portugal romântico e saudoso. É bom ir de casal, honeymoon, baby...




Beijos portugueses a todos...  

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Diário de viagem #1: A primeira vez a gente não esquece. Chegando em Portugal


   Olá intercambistas, how are u doing? Esse é meu primeiro post no blog e estou muito feliz por estar aqui. Quero contar para vocês minhas aventuras na gringa. Tive momentos delirantes e acho legal compartilhar com o pessoal que está pretendendo viajar.


  Bom, eu jamais tinha andado de avião na minha vida, foi minha primeira vez. Tudo aconteceu quando decidi fazer uma parte do doutorado na zôropa, então corri atrás. Na verdade, desde criança eu sonhava em conhecer o continente. Somos de família de italianos e cresci com essa cultura. Além de tudo, eu amo literatura e o contato com os livros sempre fez minha imaginação aguçar ainda mais. O grande problema, era o terrível medo de avião que eu tinha. Pânico... fobia... Só de imaginar em estar nos ares, fazia eu me sentir mal.

  Mas uma hora a gente tem que ir... Então foi assim que tudo começou. O país escolhido foi Portugal, a cidade era Coimbra e eu estava indo morar 9 meses lá. Fiquei 4 meses planejando a viagem. Tirei meu passaporte, comprei os euros, comprei a mala (confesso que comecei arrumar a mala 1 mês antes rs), peguei minhas coisas e fui. Cheguei sã e salva no aeroporto de Guarulhos. Sou do interior de Sampa e tive pouco acesso à capital durante minha vida. Meu desafio maior era chegar sozinha  no aeroporto de Guarulhos com aquelas malas todas e 2 mil euros escondidos no corpo. Não tinha noção nenhuma da vida e estava completamente assustada. Quando pensava no avião decolando, vinham as lágrimas. Mas fui forte... engoli o choro e enfrentei. 

  Logo quando cheguei no aeroporto fiz amizade com dois rapazes. O pai e o filho que estavam indo para Madrid pela mesma companhia aérea que eu. Meu voo fazia conexão em Madrid também. O rapaz, da minha idade, estava assustado também, pois nunca tinha pego avião. O pai dele já tinha, estava mais tranquilo e me guiou o tempo inteiro, ficamos amigos. O terror do avião me congelou. Quando decolou, tive várias tonturas, achei que iria cair. Peguei aqueles travesseirinhos da Ibéria e tampei o rosto. Desceu uma lágrima. Os meninos rolavam de rir ... rs. Quando chegamos em Madrid, me despedi dos rapazes e tinha a missão de encontrar minha plataforma. Não falava espanhol, eu não sabia ler as placas. Fiquei os 4 meses anteriores à viagem tentando informações com quem já tinha viajado. Era tanta informação que eu já não assimilava mais. Descobri a plataforma e o portão era algo difícil, sobretudo porque no segundo ticket que peguei no check in, não tinha os números. Eu só ouvia dizer que faltavam 15 minutos para o voo de Madrid ao Porto, então eu comecei a correr. Esse aeroporto é péssimo. Não tinha funcionários quase. Uma mulher que estava lá, não entendia português. Ela apontou com o dedo e eu segui o fluxo. Pelo que entendi, eu deveria pegar um metrô para chegar na minha plataforma. E o tempo voava... 

  Passei pela imigração sem saber que era a imigração. Tinha ouvido tantas histórias dos brasileiros dizendo que a imigração espanhola me pediria uma pasta de documentos, mas quando cheguei na cabine e sem entender que era a imigração,  não pediram nada. Só olharam para mim e para o meu passaporte, e eu segui o fluxo. Me perdi naquele aeroporto. Não havia o número do portão no ticket, só tinha no painel.. mas como eu não sabia ler o painel e não estava entendendo o processo, eu não vi. Estava uns 3 ou 4 graus no inverno da Espanha. Eu corria tanto que só sentia meu corpo suando. Quando vinha a lágrima, eu engolia, pois eu sabia que se eu chorasse, perderia as forças para correr com a mala e não conseguiria encontrar o portão. E eu ouvia.. "5 minutos para o Porto.".. Foi então que comecei a gritar em inglês no aeroporto.. Help me sir, help me. Sim, eu gritei. Estava desesperada. Um homem inglês estava na minha frente (na hora eu achei que ele era britânico rs). Ele viu meu ticket e começou a correr comigo e me mostrou o portão: era o último.

  Peguei, então, a conexão e fui. Naquele momento, o cansaço era tanto que eu não consegui ficar acordada. Já estava há quase três dias sem dormir. Sou ansiosa, sempre fui. Nem 2 comprimidos de dramin me derrubaram. Mas quando estava naquele avião para o Porto... não aguentei. Fechei o olho e acordei em Portugal. Que felicidade. 
Mas só até aquele momento...  :(

Em breve, 2ª parte.





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